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Hino Municipal

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A Banda Cabaçal
O elemento negro na composição social triunfense é algo singular. Como a nossa região à época da escravatura não fosse de grande importância demográfica ou econômica, comparada com outras regiões do Brasil, a presença do escravo foi quase inexistente, sendo assim a participação do negro na composição racial local se deu de forma bastante indireta, porém, nos anos 50, 1951 para ser mais preciso, aportou no município de Triunfo 40 descendentes diretos de um quilombo que existiu no município de Pombal e, aqui se estabelecendo, constituiu-se na grande contribuição do povo d'áfrica para a formação de nosso patrimônio humano e cultural.

Das expressões culturais a mais importante é a Banda Cabaçal, uma das duas únicas existentes em solo paraibano. Guardando as características principais, a banda é uma referencia viva do povo negro e da valiosa contribuição que deu para a formação da identidade brasileira. Suas apresentações em diversos eventos realizados em toda a Paraíba

Semana Santa
As comemorações relativas ao calvário de Cristo guardam traços comuns em nossa região, porém no município de Triunfo algumas singularidades caracterizam essa importante data do calendário cristão. Pratica-se ainda em nossa comunidade a distribuição do pão em forma de peixe e ainda circulam nas ruas grupos de pessoas mascaradas e tipicamente vestidas, aqui denominadas “caboclos”, que representam os algozes de Cristo, popularmente chamados de “judeus”, no caso nenhuma referencia ao povo Judeu, mas uma corruptela da expressão, querendo significar “aqueles que judiaram (quer dizer, maltrataram), a Jesus”. São acompanhados por bandas de musicas que tocam ritmos regionais e arrecadam donativos em alimentos, dinheiro e etc., e tem suas atividades iniciadas na segunda-feira e encerradas no sábado com a malhação de Judas.

É tradicional ainda o carteado (sueca), da sexta santa para o sábado de aleluia, além das encenações da paixão e morte de Jesus.

Causos e Personagens
DoutorzinhoO imaginário popular de Triunfo é muito rico em estórias criadas e contadas por diversas personalidades locais. Invariavelmente versam sobre temas ligados ao sertanejo e seu estilo próprio de vida, o fantástico, o lúdico e o religioso.
O encontro noturno nas calçadas, hábito típico do povo do sertão, é evento onde sempre surgem contadores e recontadores dessas histórias que divertem a muitos e alimentam a fantasia de tantos outros.

A nossa história é povoada de personagens fantásticas, que é do conhecimento de todos e, todos, guardam com relação a elas mais que memória, mas uma afetividade coletiva, numa flagrante demonstração de valorização e consciência do nosso patrimônio humano e do nosso imaginário.

É o caso de Manoel da Paciência, figura “marginal”, que surgiu nas ruas de Triunfo, mendicante, sem origem, família ou endereço. Foi encontrado morto numa estrada de acesso a um Sitio e hoje é cultuado por muita gente da cidade como milagreiro. Don'Ana. Quase centenária Senhora que morreu virgem e foi sepultada vestida de noiva, traje que ela mesma confeccionou e guardou a vida inteira somente para essa ocosião. Gertudres, benzedeira que curava qualquer dor. Mãe “Ceição”, parteira negra que ajudou muitos triunfenses a vir ao mundo. Manoel Valdivino, enlouqueceu na adolescência e viveu acorrentado até a sua morte com mais de 80 anos. Doutorzinho, prefeito da cidade por três vezes, famoso por salvar muitas vidas exercendo funções como as de médico, dentista, protético, entre outras, sem nunca ter pisado em uma universidade. (Aliás, Manoel Valdivino e Doutorzinho foram matéria da revista eletrônica “Fantástico”, da Rede Globo).

Triunfo - Paraíba | Web 2.0 XHTML Tableless | Por: ricardoav5@hotmail.com | 2010