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Hino Municipal

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Triunfo e suas manifestações culturais
A formação da identidade cultural de um dado grupo social se da a partir de sua experiência relativa ao convívio, ao meio ambiente em que se insere, as condições materiais nas quais sobrevive e, finalmente, das influencias externas recebidas, uma vez que a necessária mobilidade humana é inegável. Desse amálgama, os elementos que mais se identificam se tornam mais fortes e cristalizam-se, flutuando os demais numa dimensão que liga a já constituída tradição aos valores universais da cultura.

Assim, nenhuma caracterização de cultura local pode deixar de realçar seus traços fundamentais, é claro, porém, também não pode deixar de compreender as generalidades que lhes são adjacentes.

Triunfo, como grupo social politicamente individualizado, também tem fatores particulares de cultura que lhe atribui uma identidade perfeitamente articulada com a dimensão regional, plural, e porque não dizer, universal.

Nos seria aqui impossível elencar a variedade de expressões que constituem nossa cultura, porém, o espaço permite que ressaltemos o que consideramos de mais significativo entre tantas que nos orgulham.

A Festa do Menino Deus
As razões para que o Menino Deus tenha sido “eleito” padroeiro do Triunfo, o caro leitor vai conferir nas paginas dedicadas a memória do município, neste site.

O que caracteriza suas comemorações, de 15 a 25 de dezembro, como uma tradição cultural nossa, está, além de sua origem, na liturgia religiosa e social instituída desde a fundação do templo do Menino Deus.

A festa religiosa compõe-se de um novenário cujo inicio é marcado pelo asteamento da Bandeira do Menino Deus, no átrio da Igreja, a 15 de dezembro e, a cada noite de novena, uma das famílias tradicionais, oriundas da fundação da cidade, ou posteriormente incorporadas, dado sua importância social, responsabiliza-se pelas homenagens ao Padroeiro, o que gera uma certa “concorrência” pela homenagem mais bonita. São os chamados noitários.

As novenas são iniciadas com o ritual religioso tradicional e o encerramento se dá com a condução, até o altar, do ramo (ramalhete de flores ricamente decorado), acompanhado ao som de um grupo de músicos tradicionais da cidade, conforme a promessa originalmente feita (ver matéria sobre a origem da cidade). O principal instrumento, a rabeca, até bem pouco tempo era tocada por Acácio, lendária figura triunfense, hoje com quase cem anos, que por limitações físicas, não participa mais das homenagens.

A partir da década de 50, incorporou-se a esse ritual a participação da Banda Cabaçal. Trata-se de manifestação artística de caráter popular trazida por remanescente de um quilombo de Pombal, que no ano de 1951, por questões ligadas a conflitos envolvendo a propriedade da terra, migraram para o Triunfo e aqui chegaram em número de 40 pessoas, e que ficaram conhecidos na localidade como os negros dos 40. Esse fato é de grande importância para a história de Triunfo porque a incorporação desse povo à vida da comunidade veio acrescentar valores de ordem cultural, econômica, social e humana.

O ponto culminante da novena é a queima de fogos de artifício, aliás, momento de rara beleza, seguindo-se então a parte profana da festa.

Dentro das tradições, o uso do rosa durante o mês de dezembro, e notadamente de 15 a 25 do mês, é não só sinônimo de fé, como também o ponto alto da cultura natalina triunfense. Refere-se a promessas pagas e constituem-se num complexo ritual em que cada caso é uma história de vida.

A festa do Menino Deus encerra-se a 25 de dezembro, com grande evento religioso e profano, renovando a cada ano a fé do povo triunfense e as tradições que sedimentam a formação de sua identidade.

Triunfo - Paraíba | Web 2.0 XHTML Tableless | Por: ricardoav5@hotmail.com | 2010